How to use emergency contraception effectively - Alison Edelman

How to use emergency contraception effectively - Alison Edelman

TED-Ed

0:00 Tradutor: Rafael Cabbia Revisor: Wanderley Jesus

0:06 Em um estudo de 2021,

0:07 pesquisadores fizeram uma pergunta simples a mais de 500 participantes:

0:12 como funciona a “pílula do dia seguinte”?

0:15 Apesar do uso generalizado dessas pílulas, 60% responderam incorretamente.

0:20 Os anticoncepcionais de emergência geralmente são mal compreendidos.

0:23 Na verdade, até mesmo o termo “pílula do dia seguinte”é um equívoco.

0:27 Então, como elas funcionam?

0:30 Todo mês, o cérebro e os ovários preparam um óvulo para ser liberado.

0:34 Primeiro, um grupo de óvulos imaturos começa a desenvolver bolsas protetoras

0:38 cheias de líquido, chamadas folículos.

0:41 Por volta do oitavo dia, um desses folículos se torna maduro ou dominante

0:45 e os outros são reabsorvidos.

0:47 Nesse ponto, o cérebro sinalizaà glândula pituitária

0:50 para produzir o Hormônio Luteinizante, geralmente chamado apenas de LH.

0:54 Um grande aumento no LH faz com que o folículo dominante se rompa,

0:58 liberando o óvulo.

1:00 Issoé a ovulação.

1:02 O óvulo viaja até a trompa de Falópio, onde permanece por cerca de 24 horas,

1:06 eé só nessa janela muito curta que ele pode ser fertilizado pelo espermatozóide.

1:12 O aumento do LH também estimula a produção de um hormônio

1:15 chamado Progesterona.

1:17 Quando a Progesterona se liga a receptores específicos,

1:20 isso também ajuda a sinalizar a ovulação.

1:22 E altos níveis de Progesterona são vitais para preparar o revestimento uterino

1:26 para apoiar a possível implantação de um óvulo fertilizado.

1:31 Então, onde as pílulas anticoncepcionais de emergência entram em jogo?

1:35 Os anticoncepcionais de emergência não são pílulas abortivas.

1:38 Em vez disso, eles atuam muito mais cedo no processo antes da gravidez,

1:42 interrompendo ou atrasando a ovulação.

1:45 Existem dois tipos principais de pílulas.

1:47 O primeiro tipo, às vezes chamado de Plano B,

1:50 contém uma molécula chamada Levonorgestrel,

1:53 queé estruturalmente muito semelhante ao hormônio do corpo, a Progesterona.

1:57 Quando tomado, o Levonorgestrel interfere na produção de LH.

2:02 Como o LH não aumenta, não há ovulação.

2:06 Dito isso, o Plano B precisa ser adotado antes de um aumento de LH.

2:10 Não pode impedir a ovulação quando o LH começa a aumentar.

2:14 O segundo tipo contém uma molécula chamada Acetato de Ulipristal.

2:19 Ele age bloqueando a ligação da Progesterona aos receptores,

2:23 retardando assim a ovulação.

2:25 O Acetato de Ulipristal funciona apesar do LH já ter começado a aumentar,

2:30 o que significa queé eficaz em uma janela de tempo mais ampla do que o Plano B.

2:34 Como ambas as pílulas funcionam bloqueando ou retardando a ovulação,

2:38 o nome “pílula do dia seguinte” pode ser enganoso.

2:42 Os anticoncepcionais de emergência são mais eficazes

2:44 quando tomados o mais rápido possível após o sexo,

2:47 para aumentar a chance de interromper a ovulação antes que ela ocorra.

2:51 Não há necessidade de esperar até a manhã seguinte.

2:53 Por esse motivo, muitos profissionais de saúde sugerem tê-losà mão.

2:58 No entanto, eles ainda podem impedir a gravidez,

3:01 mesmo que sejam tomados três a cinco dias após o sexo,

3:04 dependendo da pílula.

3:06 Isso porque o esperma pode viver no trato reprodutivo por cerca de cinco dias.

3:10 Por exemplo, se uma pessoa ovula três dias depois de fazer sexo sem proteção,

3:16 ainda há uma chance de gravidez.

3:18 Comoé difícil saber exatamente onde alguém está em seu ciclo,é

3:22 melhor tomar anticoncepcionais de emergência o mais rápido possível.

3:26 Mas talvez o equívoco mais difundido sobre estas pílulas

3:29 seja que elas podem prejudicar a fertilidade futura de uma pessoa.

3:33 Décadas de pesquisa mostraram que este nãoé o caso,

3:36 mesmo que anticoncepcionais de emergência sejam tomados várias vezes.

3:40 Na verdade, os efeitos de ambas as pílulas duram pouco

3:43 e não fornecem proteção contínua.

3:46 recomendável que uma pessoa use preservativos pelo restante do ciclo

3:50 e, se fizer sexo desprotegido novamente, repita o uso.

3:54 claro que as pílulas anticoncepcionais de emergência não são infalíveis.

3:57 Como não impedem a fertilização nem a implantação de um óvulo fertilizado,

4:02 essas pílulas são ineficazes se alguém já ovulou,

4:06 ou se o aumento de LH já atingiu o pico.

4:09 No entanto, existe uma terceira opção que pode proteger contra a gravidez,

4:12 mesmo que a pessoa já tenha ovulado.

4:15 Muitas pessoas conhecem os dispositivos intrauterinos de cobre, ou DIU,

4:19 como uma forma de controle de natalidade de longo prazo,

4:22 mas eles também funcionam para evitar a gravidez,

4:24 se inseridos logo após o sexo desprotegido.

4:26 Ao contrário das pílulas anticoncepcionais de emergência,

4:29 um DIU de cobre pode impedir a gravidez antes e depois da fertilização.

4:34 O cobreé tóxico para os espermatozoides

4:36 e cria um ambiente uterino que torna improvável a implantação.

4:39 Obviamente,

4:40 o DIU de cobre pode ser menos acessível em uma situação de emergência-

4:44 ele deve ser inserido por um profissional de saúde treinado.

4:47 Mas, por outro lado, eles continuam evitando a gravidez

4:50 por pelo menos dez anos enquanto estão no local.

4:53 A maioria dos profissionais de saúde concorda queé mais eficaz,

4:56 além de mais barato,

4:58 usar uma forma regular de controle de natalidade ao tentar evitar a gravidez.

5:02 Mas se ou quando você precisar,

5:04 os anticoncepcionais de emergência são uma opção segura de usar.

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