The single biggest reason why start-ups succeed | Bill Gross | TED
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0:00 Tradutor: Joel Santos Revisora: Margarida FerreiraÉ um prazer partilhar convosco
0:15 algumas descobertas que me surpreenderam
0:17 acerca do que faz as empresas serem bem sucedidas,
0:20 que fatores realmente importam para o sucesso das "startup".
0:25 Eu acredito que a organização "startup"é uma das melhores
0:28 formas de tornar o mundo um lugar melhor.
0:31 Se pegarmos num grupo de pessoas com o incentivo suficiente
0:34 e as organizarmos numa "startup",
0:36 podemos desbloquear um potencial humano nunca antes possível.
0:40 Consegue-se que alcancem coisas inimagináveis.
0:43 Mas se a organização "startup"é tão boa,
0:45 porqueé que muitas falham?
0:47 Isso era o que eu queria descobrir.
0:49 Queria descobrir o que realmente interessa
0:51 para o sucesso das "startup".
0:53 Queria tentar ser sistemático,
0:55 evitar alguns dos meus instintos e talvez equívocos que tenho
0:57 de tantas empresas que vi ao longo dos anos.
1:00 Queria saber isto porque eu comecei a criar negócios desde os 12 anos de idade
1:04 quando vendia doces na paragem de autocarro na escola,
1:07 na secundária, fiz aparelhos a energia solar
1:09 na universidade, criei colunas de som.
1:11 Quando me licenciei, criei empresas de "software".
1:13 Há 20 anos, criei o "Idealab"
1:16 e nos últimos 20 anos criámos mais de 100 empresas,
1:19 muitos sucessos, e muitos fracassos.
1:21 Aprendemos imenso com os fracassos.
1:23 Por isso tentei verificar que fatores
1:26 foram mais importantes para o sucesso e fracasso das empresas.
1:29 Por isso olhei para estes cinco.
1:31 Primeiro, a ideia.
1:32 Eu costumava achar que a ideia era tudo.
1:34 Dei o nome "Idealab"à minha empresa
1:36 por adorar o momento "aha!" quando a ideia nos vemà cabeça.
1:39 Mas com o tempo,
1:40 comecei a pensar que talvez a equipa, a execução, a adaptação,
1:44 fossem mais importantes que a ideia em si.
1:46 Nunca pensei citar o pugilista Mike Tyson no palco TED,
1:50 mas ele disse uma vez:
1:52 "Toda a gente tem um plano, até levar um murro na cara."
1:55 (Risos) Acho que isto também se aplica em relação aos negócios.
1:59 Muito importante no desempenho da equipaé a capacidade de
2:03 se adaptar após levar um murro do cliente.
2:05 O clienteé a verdadeira realidade.
2:07 por isso que pensei
2:09 que a equipa talvez fosse a coisa mais importante.
2:12 Depois concentrei-me no modelo do negócio.
2:14 Terá a empresa um caminho definido para gerar receitas de clientes?
2:17 Estas foram as primeiras coisas em que pensei
2:19 sobre o que talvez seja essencial para o sucesso.
2:21 Depois, foquei-me no financiamento.
2:23 Ás vezes empresas recebem grandes apoios financeiros.
2:26 Talvez isso fosse o mais importante?
2:27 E depois claro, o "timing".
2:29 Será a ideia prematura e o mundo não está pronto para ela?
2:32 Prematura no sentido queé tão avançada que temos que educar o mundo?
2:36 oportuna?
2:36 Oué demasiado tardia, e há demasiada concorrência?
2:39 Por isso tentei focar-me nestes cinco fatores
2:41 em várias empresas.
2:42 Concentrei-me em todas as 100 empresas "Idealab"
2:45 e em 100 "não-Idealab",
2:46 para tentar chegar a uma conclusão cientifica.
2:49 Primeiro, nas empresas "Idealab",
2:51 as cinco melhores empresas— Citysearch, CarsDirect, GoTo, NetZero, Tickets.com—
2:56 todas se tornaram em sucessos multimilionários.
2:59 E depois nas piores empresas— Z.com,
3:01 Insider Pages, MyLife, Desktop Factory, Peoplelink—
3:04 tínhamos grandes expectativas, mas não resultaram.
3:06 Então, tentei classificar cada atributo,
3:09 pontuei as empresas em cada uma destas dimensões.
3:13 E para as "não-idealab", procurei os grandes sucessos,
3:16 como Airbnb, Instagram, Uber, Youtube e Linkedin
3:20 E alguns fracassos: Webvan, Kozmo, Pets.com,
3:23 Flooz e Friendster.
3:24 As piores empresas tiveram um grande financiamento.
3:26 Algumas até tinham modelos de negócio mas não tiveram sucesso.
3:29 Tentei perceber que fatores foram mais importantes
3:32 para o sucesso e o fracasso em todas estas empresas,
3:35 e os resultados surpreenderam-me.
3:37 O primeiro foi o "timing".
3:39 O "timing" foi, em 42% das vezes,
3:42 a diferença entre o sucesso e o fracasso.
3:44 O desempenho da equipa ficou em segundo,
3:46 e a ideia, a diferenciação da ideia, a originalidade da ideia,
3:50 na verdade ficou em terceiro.
3:52 Isto nãoé absolutamente definitivo,
3:53 não estou a dizer que a ideia nãoé importante,
3:56 mas surpreendeu-me que a ideia não fosse o mais importante.
3:58 Por vezes contou mais quando houve o "timing" certo.
4:01 As últimas duas, modelo e financiamento fazem sentido para mim.
4:04 Penso que faz sentido o modelo estar tão baixo
4:07 porqueé possível começar sem um modelo de negócio
4:09 e acrescentar um mais tarde, se houver procura para o que estamos a criar.
4:13 E o financiamento, também.
4:15 Se não tivermos financiamento mas estivermos a ganhar ímpeto,
4:17 especialmente hoje em dia,é muito fácil obter bom apoio financeiro.
4:21 Vou dar-vos uns exemplos específicos.
4:23 Um grande sucesso como o Airbnb que toda a gente conhece.
4:26 A companhia foi rejeitada por muitos investidores inteligentes
4:30 porque pensavam: "Ninguém vai alugar um espaço em suas casas a um estranho."
4:34 Claro, as pessoas provaram o contrário.
4:36 Mas uma das razões pela qual teve sucesso,
4:38 além de um bom modelo, uma boa ideia, uma fantástica execução,
4:41 foi o "timing".
4:42 A empresa surgiu mesmo no auge da recessão,
4:45 quando as pessoas precisavam de dinheiro extra
4:47 e talvez isso ajudou a ultrapassar
4:49 o complexo de alugar as suas casas a estranhos.
4:51 A mesma coisa com a Uber,
4:52 A Uber surgiu, uma empresa e um modelo de negócio incrível,
4:56 uma fantástica execução.
4:57 Mas o "timing" foi perfeito
4:58 para a necessidade de colocar condutores no sistema.
5:01 Os condutores procuravam dinheiro extra; era muito importante.
5:04 Um dos primeiros sucessos, a Citysearch,
5:06 surgiu quando se precisava de páginas web.
5:08 A GoTo.com, que foi anunciada na TED em 1998,
5:10 numa altura em que se procurava formas eficientes de obter tráfego.
5:13 Achámos a ideia excelente,
5:15 mas, o "timing" foi provavelmente o mais importante.
5:17 E alguns dos nossos fracassos.
5:19 Fundámos a companhia Z.com, era uma empresa de entretenimento online.
5:22 Estávamos muito entusiasmados.
5:24 Angariámos dinheiro suficiente, tínhamos um bom modelo,
5:26 contratámos um talento de Hollywood para se juntar a nós.
5:29 Mas a penetração da banda larga era baixa em 1999-2000.
5:32 Era muito difícil visualizar conteúdos online,
5:34 era necessário instalar "codecs" no "browser" e tudo isso,
5:37 e a empresa acabou por falir em 2003.
5:40 Dois anos mais tarde,
5:41 quando o problema dos "codecs" foi resolvido pelo Adobe Flash
5:44 e quando a penetração da banda larga chegou aos 50% nos EUA,
5:47 o YouTube surgiu na altura perfeita.
5:49 Uma grande ideia, um "timing" inacreditável.
5:51 De facto, o YouTube nem tinha um modelo quando foi lançado.
5:54 Não havia sequer certeza de que funcionaria.
5:56 Mas foi extremamente oportuno.
5:58 Por isso, sumariamente, diria,
6:00 que a execução conta muito.
6:03 A ideia conta muito.
6:04 Mas o "timing" ainda pode contar mais.
6:06 A melhor maneira de avaliar o "timing"é
6:08 perceber se os consumidores estão preparados
6:11 para o que estamos a oferecer.
6:12 Para sermos realmente honestos,
6:14 e não entrarmos em negação com os resultados que vemos,
6:17 porque se temos algo que adoramos, queremos levá-lo em frente,
6:20 temos de ser muito honestos em relação ao "timing".
6:22 Como já disse, penso que as "startups" podem mudar o mundo,
6:26 torná-lo um lugar melhor.
6:27 Espero que estes pensamentos
6:28 possam ajudar-vos a ter uma taxa de sucesso maior,
6:31 e assim criar algo de importante para o mundo
6:33 o que não aconteceria de outra forma.
6:35 Muito obrigado, foram um público fantástico.
6:37 (Aplausos)